A edição de 2026 do programa Jovem Senador foi concluída nesta sexta-feira (21) com a aprovação de três propostas elaboradas por estudantes de escolas públicas de todo o país. Representando as 26 unidades federativas e o Distrito Federal, os 27 participantes vivenciaram uma semana de atividades legislativas no Senado Federal, em Brasília, que culminou na votação de projetos voltados para áreas sociais e educacionais.
Os textos aprovados pelos jovens parlamentares agora seguem para a Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. Caso recebam o aval do colegiado, as propostas passarão a tramitar oficialmente como projetos de lei no Congresso Nacional.
Inclusão de estudantes imigrantes
Uma das propostas aprovadas foi o Projeto de Lei do Senado Jovem (PLSJ) 1/2026, que institui uma política nacional voltada ao suporte de alunos imigrantes e refugiados. O texto prevê ações de integração cultural e linguística nas escolas, além de capacitação para os professores. Por meio de uma emenda, a iniciativa foi batizada de “Lei Juan Guevara”, em homenagem ao estudante venezuelano que representou o estado de Roraima nesta edição.
Cidadania digital e mercado de trabalho
Outro projeto que recebeu aprovação foi o PLSJ 2/2026, denominado “Juventude Sem Barreiras”. A proposta foca no letramento digital, no incentivo à participação democrática e na facilitação do ingresso de jovens no mercado de trabalho. Entre as medidas propostas estão o uso consciente de novas tecnologias, como inteligência artificial, e a criação de uma plataforma unificada com informações sobre vagas de estágio, cursos e bolsas de estudo.
Combate à violência contra a mulher
A terceira proposta (PLSJ 3/2026) estabelece diretrizes para prevenir a violência contra meninas e mulheres. O projeto sugere ações educativas direcionadas ao público masculino, melhorias na infraestrutura urbana — como iluminação pública e videomonitoramento — e o combate à violência vicária, que ocorre quando terceiros, como filhos, são utilizados para gerar sofrimento à mulher.
Esta edição do programa destacou-se pela forte representação feminina: das 27 cadeiras, 23 foram ocupadas por mulheres. Além disso, pela primeira vez na história do Jovem Senador, a Mesa Diretora foi composta exclusivamente por estudantes do sexo feminino, sob a presidência da representante do Pará, Iolanda Paiva Favacho Ribeiro.
Sobre o programa
O Jovem Senador é uma iniciativa do Senado Federal que seleciona estudantes do ensino médio público por meio de um concurso de redação, realizado em parceria com as secretarias estaduais de Educação. Em 2026, o tema trabalhado foi a promoção de debates saudáveis nas redes sociais, mobilizando cerca de 240 mil jovens em todo o território nacional.
Fonte consultada: www12.senado.leg.br. Texto editorial produzido pelo SeligaMT a partir de informações autorizadas.
Nota editorial: conteúdo publicado automaticamente a partir de fonte autorizada e sujeito a atualização pela equipe.

Deixe um comentário