O senador Hermes Klann (PL-SC) utilizou a tribuna do Senado para manifestar posicionamento contrário a duas propostas em andamento no Congresso Nacional: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que propõe o fim da jornada de trabalho na escala 6×1, e a Medida Provisória (MP) 1.357/2026, que trata da isenção tributária para compras internacionais de até US$ 50.
Ao abordar a PEC da jornada de trabalho, o parlamentar afirmou ser favorável a períodos de descanso mais amplos para os trabalhadores, mas ponderou que essa transição não deve ocorrer por imposição legal. Segundo Klann, as alterações de carga horária precisam ser definidas por meio de negociações diretas entre empregadores e colaboradores, respeitando as especificidades de cada setor econômico, como a diferença entre o funcionamento de uma indústria e o de um restaurante.
O senador alertou que uma redução obrigatória da jornada pode elevar o custo da hora trabalhada, o que geraria um efeito cascata com o aumento dos custos de produção, retração de investimentos e repasse de preços ao consumidor final, afetando o poder de compra da população.
Klann também criticou a MP 1.357/2026, conhecida popularmente por zerar o imposto de importação sobre produtos de pequeno valor. Para ele, a medida afeta diretamente o comércio e a indústria nacional. O senador defendeu que o foco do debate deve ser a preservação dos empregos gerados no país e a proteção do empresariado local contra a concorrência desleal.
Com informações da Agência Senado
Fonte consultada: www12.senado.leg.br. Texto editorial produzido pelo SeligaMT a partir de informações autorizadas.
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