O Poder Executivo encaminhou ao Congresso Nacional, nesta segunda-feira (31), a proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) para o ano de 2027. O documento, entregue no limite do prazo constitucional, estabelece as diretrizes de arrecadação e despesas da União, destacando a previsão de um salário mínimo de R$ 1.741 para o próximo período.
O novo valor sugerido para o piso nacional representa um acréscimo de R$ 120 em relação ao patamar atual, que é de R$ 1.621. Essa variação nominal de aproximadamente 7,4% garante um ganho real aos trabalhadores, situando-se 2,3 pontos percentuais acima da inflação estimada para o ano.
Projeções Macroeconômicas
Além do salário mínimo, a peça orçamentária detalha as expectativas do governo para os principais indicadores econômicos de 2027:
- Crescimento do PIB: alta projetada de 2,46%;
- Inflação: estimativa de 3,6%;
- Taxa Selic: previsão de juros básicos em 12,53%;
- Câmbio: cotação média do dólar projetada em R$ 5,22;
- Superávit Primário: meta de saldo positivo de R$ 18,6 bilhões (cerca de 0,1% do PIB).
Tramitação no Legislativo
A partir de agora, o projeto da LOA 2027 será analisado inicialmente pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Na sequência, a matéria passará por votação em sessão conjunta do Congresso Nacional antes de seguir para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por lei, o orçamento precisa ser aprovado pelos parlamentares até dezembro.
Paralelamente, o Congresso ainda precisa deliberar sobre o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO – PLN 2/2026), cujo prazo original de votação expirou em 17 de julho. A expectativa é que a análise desta matéria ocorra ao longo deste segundo semestre.
O papel da LOA
A Lei Orçamentária Anual é o instrumento que planeja as receitas e fixa os limites de gastos do governo federal para o ano seguinte. O texto define a destinação de recursos para áreas essenciais como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. Embora a proposta seja elaborada pelo Executivo, deputados e senadores têm a prerrogativa de apresentar emendas e modificar a distribuição das verbas durante a tramitação.
Fonte consultada: www12.senado.leg.br. Texto editorial produzido pelo SeligaMT a partir de informações autorizadas.
Nota editorial: conteúdo publicado automaticamente a partir de fonte autorizada e sujeito a atualização pela equipe.

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