As campanhas para a Câmara dos Deputados estão centralizando a maior parte dos recursos financeiros nas eleições deste ano. De acordo com dados da plataforma de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os candidatos a deputado federal já acumulam R$ 982,8 milhões em receitas, superando os valores registrados para qualquer outro cargo em disputa.
A maior parte desse montante é proveniente de financiamento público. Cerca de R$ 932 milhões — o equivalente a 95% do total — têm origem no Fundo Partidário e no Fundo Eleitoral. O financiamento privado responde por R$ 50,6 milhões, divididos entre doações de pessoas físicas (R$ 27,8 milhões), recursos próprios dos candidatos (R$ 13,2 milhões) e vaquinhas virtuais (R$ 3,9 milhões).
O volume financeiro mobilizado para a Câmara Federal ultrapassa o de outras disputas importantes. Para efeito de comparação, as campanhas para as assembleias legislativas estaduais somam R$ 406,7 milhões, as de governador alcançam R$ 196,6 milhões, as do Senado registram R$ 174,9 milhões e a corrida presidencial acumula R$ 83 milhões.
Distribuição regional e partidária
Na divisão por regiões, o Sudeste lidera o recebimento de verbas, com R$ 397 milhões, impulsionado pelo estado de São Paulo. O Nordeste aparece em seguida, com R$ 264 milhões, seguido pelo Sul (R$ 151 milhões) e pelo Norte (R$ 100 milhões). O Centro-Oeste, região que engloba Mato Grosso, registra R$ 71 milhões em recursos destinados aos candidatos ao cargo federal.
Entre as legendas partidárias, o PL lidera com R$ 253,8 milhões em recursos públicos recebidos para a disputa federal, seguido pelo PT, com R$ 172,1 milhões. PP (R$ 98,2 milhões), PSD (R$ 76 milhões) e União Brasil (R$ 64,2 milhões) completam o grupo dos cinco partidos com maior aporte estatal.
Limites de gastos
Cada candidato a deputado federal tem um teto de gastos estipulado em R$ 3.176.572,53 para a campanha deste ano, mantendo o mesmo limite adotado no pleito de 2022. Para os concorrentes às assembleias legislativas, o limite individual é de R$ 1.270.629,01. Já para o Senado, os valores variam conforme o eleitorado de cada estado, partindo do piso de R$ 3,17 milhões.
Fonte consultada: www.camara.leg.br. Texto editorial produzido pelo SeligaMT a partir de informações autorizadas.
Nota editorial: conteúdo publicado automaticamente a partir de fonte autorizada e sujeito a atualização pela equipe.


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